domingo, 25 de agosto de 2013

A dimensão sexual do ser humano

              

Por Leda Galli Fiorillo

O ser humano é um “corpo espiritualizado” ou um “espírito corporificado”. Essas duas dimensões estão de tal modo entrelaçadas que o homem se exprime justamente na sua unidade, na sua inteireza de corpo e espírito. É por isso que a sexualidade não é apenas uma questão de anatomia ou de genética.

O SER HUMANO E AS SUAS DIMENSÕES
“O corpo, se o olhas apenas, é mudo; mas se o olhas e interrogas, é eloqüente”.
Este pensamento – tirado não sei de onde – exprime bem o critério metodológico com que me proponho refletir sobre o que é o ser humano. Isto é, partir do dado biológico para chegar, através do rigoroso fio condutor da lógica, ao plano ético. Isto porque a ética – quer dizer, os princípios do comportamento que mais se ajusta à natureza do ser humano está inscrita, de algum modo, no próprio corpo humano: basta querer lê-la.
 
O que é, portanto, o ser humano? Foi definido comocorpo espiritualizado” ouespírito corporificado”. As duas dimensões estão de tal modo entrelaçadas que o homem se exprime justamente na sua unidade, na sua inteireza de corpo e espírito. Demonstremo-lo.
 
Podemos imaginar o ser humano como composto de camadas concêntricas sobrepostas.
Começando pela periferia, encontramos a corporeidade, dimensão que está em contato direto com o ambiente externo, com o qual interage, e que chega a conhecer através dos sentidos externosvista, audição, olfato, paladar e tato –, que são precisamente as “portaspara a realidade circunstante. Nessa mesma dimensão, encontram-se também os instintos, com a finalidade de satisfazer as necessidades primordiaiscomer, beber, dormir, reproduzir-se –, sem os quais os indivíduos e a espécie não poderiam subsistir.
 
É fácil constatar que da satisfação das necessidades deriva um tipo de gratificação que é o prazer corpóreo, útil como incentivo para o desenvolvimento das correspondentes funções.
 
O que dissemos até agora pode parecer perfeitamente aplicável aos animais. No entanto, aqui se abre um abismo entre nós e eles. Pois, nos animais, os instintos estão programados em função da necessidade; satisfeita esta, o instinto apaga-se. De fato, o animal só come se tiver fome, sé bebe se tiver sede, reproduz-se em determinados períodos do ano, o suficiente para garantir a preservação da espécie, permanecendo absolutamente tranqüilo fora desses períodos.
 
O homem não. O homem é capaz de – mesmo depois de satisfeita a fomedegustar, ao final do almoço, uma fatia de doce para comemorar um acontecimento qualquer; o mesmo se passa com a bebida. No plano sexual, o ser humano está sempre fisiologicamente disponível, durante todo o ano, muito além, portanto, do que seria necessário para a manutenção da espécie. Daqui se deduz que, no homem, os instintos têm “trânsito livre”, não estando constitutivamente programados. Veremos daqui a pouco a razão disso.
Debaixo da camada da corporeidade, encontra-se a das paixões, das emoções e dos sentidos internos, isto é, a da memóriaque faz reviver o passado – e a da fantasiaque cria no imaginário, no não-vivido. É a rica e envolvente dimensão da afetividade.
 
Por fim, vem o núcleo mais profundo, aquele que mais caracteriza a espécie humana: o da inteligência e da vontade; ou seja, a dimensão da racionalidade.
 
A inteligência – do latim intus legere, “ler dentro” – é a faculdade que serve para conhecer, para entender a verdade das coisas e distingui-la do erro. Do exercício dessa função deriva uma gratificação que podemos definir como satisfação intelectual.
 
A vontade é a faculdade operativa que permite pôr em prática aquilo que a inteligência entendeu ser justo e, portanto, bom. Pode-se dizer, portanto, que, se a inteligência tende para a verdade, a vontade tende para o bem. A gratificação que daí se tira é – num crescendo que depende das dimensões do bem – a paz do coração, a felicidade, a alegria.
 
Entende-se facilmente que satisfação intelectual e alegria não pertencem ao plano da corporeidade – embora se exprimam através dela, revelando a intrínseca unidade do ser humano –, mas sim ao plano do espírito. De fato, podemos ser intensamente felizes mesmo quando padecemos algumas dores físicas; e vice-versa: podemos estar em perfeita saúde, mas ser infelizes a ponto de desejar a morte
A esta altura, podemos dar-nos conta da razão pela qual os instintos não terem uma auto-regulação no homem tal como nos animais. Porque o homem, e ele, tem inteligência para entender se, quando e em que medida deve satisfazer os seus impulsos –, e a vontade para agir em conseqüência, realizando o seu bem.
 
Portanto, o homem, se quer ser tal, deve saber regular por si próprio, mediante a inteligência e a vontade, os instintos, que, de outro modo, se desgovernariam; e não só os instintos, mas também as paixões, a memória, a fantasia: em uma palavra, todas as outras faculdades. Caso contrário, será dominado por elas.
 
assim se realizará em plenitude como ser livre, por ser verdadeiramente dono de si em todas as suas dimensões. Desta ordem interior derivarão a autonomia, a unidade e a harmonia de todo o seu sercorpo espiritualizado” ouespírito corporificado” que constituem o objetivo de todo o itinerário educativo humano.
A SEXUALIDADE
Mas o ser humano não termina aí. O ser humano é sexuado. Existe, de fato, em duas versões: masculino e feminino. Por quê? O que mudaria se não fosse sexuado? Interroguemos a Biologia. Como é sabido, no núcleo das células humanas estão presentes 46 cromossomos, os depositários de todos os caracteres genéticos do indivíduo: 23 provenientes do pai e 23 da mãe. Entre eles, há dois cromossomos especiais, os do sexo: XX para a mulher e XY para o homem. Pois bem, estes cromossomos do sexo encontram-se em todas as células – e são 300 trilhões! – do corpo humano: nas da pele, dos músculos, do cérebro, dos olhos, e assim por diante. Em suma, todo o corpo é sexuado. Mas vimos antes que, no homem, corpo e espírito estão indissoluvelmente unidos (não existe ação material, por mais elementar que seja, que não envolva, em alguma medida, também as faculdades superiores; assim como não existe pensamento, por mais elevado que seja, que não se exprima através da corporeidade): portanto, daqui resulta que a sexualidade é uma dimensão do ser humano como um todo.
 
Assim, ensinar educação sexual não significa dar informações sobre a anatomia e o uso dos genitais, mas educar o homem na sua integridade, isto é, educar, além da sua corporeidade, também a sua afetividade, inteligência e vontade.
DIMENSÃO INDIVIDUAL DA SEXUALIDADE
 
A presença dos cromossomos XY no homem e XX na mulher é responsável pela existência, dentro deles, dos caracteres sexuais primários e secundários.
 
Por caracteres sexuais primários, entendem-se os aparelhos reprodutores masculino e feminino. É por demais evidente que esses dois aparelhos são complementares entre si. Constitui uma contraprova disto o fato de que o primeiro grupo social em que se alastrou a AIDS foi o dos homossexuais homens. Com efeito, todos os órgãos internos cavos presentes no aparelho feminino são revestidos de uma mucosa muito sutil, com exceção da última camada, cuja mucosa é mais espessa para resistir bem ao eventual atrito, sem que se lacere. Outras mucosas, pelo contrário, muito mais delicadas, sofrem micro-lacerações por fricção, que facilitam a passagem do vírus da AIDS.
 
Os caracteres sexuais primários são diretamente determinados pelos genes, ou melhor, pelos cromossomos do sexo, e, portanto, estão presentes e evidentes desde o início, nos primeiros tempos do desenvolvimento embrionário.
 
Os caracteres secundários, por sua vez, são induzidos pelos hormônios secretados, respectivamente, pelos aparelhos masculino e feminino; e, como os hormônios entram em circulação a partir da puberdade, fazem a sua aparição nessa época. Compreendem aquela bagagem de características que contribuem para distinguir de modo especial o homem da mulher: a estatura, o timbre da voz, a constituição óssea (costas largas e quadril estreito, no homem; costas estreitas e quadril largo na mulher), a quantidade e a distribuição da pelugem, o desenvolvimento maior ou menor das glândulas mamárias, a quantidade e a distribuição da gordura subcutânea, da qual deriva a silhueta, mais linear no homem, mais curvilínea na mulher. Mas, como no ser humano corpo e psique são um todo unitário, existem também alguns caracteres sexuais secundários psíquicos que completam a dimensão pessoal da sexualidade.
 
Sem querer catalogar ninguém de maneira rígida, é, no entanto, bem evidente quecaracterísticas mais propriamente masculinas e outras mais femininas. Por exemplo, o homem é mais realista e imediato, vai ao essencial (linear!…), é mais empreendedor e toma mais a iniciativa, o que o leva a “ir em direção a” (também fisicamente, na relação sexual); vive melhor a fortaleza como afirmação do positivo e tem um tipo de inteligência mais racional, no sentido de que, se um problema, dá pequenos passos lógicos, em rigorosa sucessão, na direção do problema, até que chega à solução.
 
A mulher, por sua vez, é mais sensível e imaginosa (curvilínea!…), atenta ao detalhe, mais paciente, feita para o “acolhimento” (também fisicamente…); vive melhor a fortaleza como resistência ao negativo e tem um tipo de inteligência predominantemente intuitivo, no sentido que, com uma visão de conjunto, abarca o problema e chega rapidamente à solução, talvez sem a mínima idéia sobre como chegou até ali.
 
Portanto, o homem e a mulher são diversos não fisicamente, mas também no modo de ser, de pensar e de relacionar-se com o ambiente circunstante. Mas não se trata de uma diversidade casual.
 
De fato, salta aos olhos que os dois sexos são complementares, tanto no plano físico como no psicológico: cada um dos dois tem e é o que o outro não tem e não é. Nasce, assim, um impulso recíproco irresistível de ir um ao encontro do outro. Mesmo sendo cada um deles um indivíduo completo, no sentido de que poderia muito bem viver , é até por demais evidente que, postos juntos, formam uma unidade de ordem superior, o casal, completando-se um ao outro.
 
Agora, pois, podemos finalmente responder à pergunta que formulávamos no início: o que mudaria se o ser humano não fosse sexuado? Cada um estaria fechado em si mesmo, isolado na sua total auto-suficiência, e viria a faltar, portanto, o impulso poderoso ao “relacionamento”.
 
Descobrimos, assim, que a sexualidade, além da dimensão individual, tem também uma outra dimensão: a conjugal.
 
O PUDOR
 
Antes de passar ao casal, é preciso tomar em consideração um último componente do ser humano: o pudor.
 
Na cultura de hoje, parece algo ultrapassado, fora de moda…; basta-nos olhar ao nosso redor! O homem parece ter-se libertado de certostabus”, aceitáveis, no melhor dos casos, para as nossas avós… Vamos ver se isto é verdade.
 
Suponhamos que possuímos no nosso apartamento muitos objetos preciosos de grande valor. Deixaríamos o nosso apartamento desprotegido, de portas e janelas abertas, à mercê de estranhos, de modo que qualquer um que passasse levasse consigo uma parte dos nossos bens? Claro que não! Não fecharíamos as portas e as janelas, como as dotaríamos de fechaduras e de alarmes. E seríamos nós que decidiríamos livremente que parte das nossas riquezas doadas e, em qualquer caso, a quem considerássemos digno de recebê-las.
 
Bem, isso é o pudor: o guardião da nossa preciosa intimidade, isto é, de todo o conjunto de riquezas físicas e espirituais que caracterizam o ser humano e que somente podem ser doadas, nunca furtadas.
 
Claro, se no apartamento não sobrou nada de precioso porque, negligentemente, permitimos que se esvaziasse, deixando os bens ao alcance da mão de qualquer estranho, é óbvio que nessa situação qualquer proteção se tornaria supérflua e perderia sentido
 
Eis por que, hoje, o pudor parece ter decaído e estar ultrapassado, quase como se fosse um fato cultural desligado da natureza do ser humano e conectado unicamente com fatores ambientais – as modasque mudam com o tempo.
 
Poder-se-á objetar, neste ponto, que existem culturas em quetalvez justamente devido a fatores ambientais, como a alta temperatura – o sentido do pudor parece não estar muito presente, por exemplo em certas tribos africanas. Errado!
tribos em que os indivíduos, embora vivam nus ou quase, manifestam o seu pudor ruborizando-se violentamente e fugindo de ser tocados; e outras em que, se uma mulher é surpreendida nua por quem não tem esse direito, reage imediatamente cobrindo o rosto com as mãos. Sim, porque, se pensarmos bem, todos os corpos se assemelham, mas a parte absolutamente individual e irrepetível, através da qual se pode, portanto, ser reconhecido, é o rosto – e mais ainda os olhos –, que é o que melhor exprime a originalidade do ser de cada um.
 
Portanto, pode-se concluir daqui que o pudor, longe de ser uma postura acidental ou ultrapassada, é, pelo contrário, uma exigência profunda e universal da natureza humana, e que o seu modo de se manifestar é que muda com as culturas ou com os fatores ambientais. Mas, para que hoje se recupere esse precioso componente do ser humano, é necessário voltar a tomar posse da própria intimidade, tomar consciência dela e cultivá-la como um bem de inestimável valor.
 
DIMENSÃO CONJUGAL DA SEXUALIDADE
 
Podemos agora abordar o tema conjugal.
 
Do que acaba de ser exposto acerca da complementaridade dos dois sexos, derivam algumas conseqüências lógicas.
 
Antes de mais nada, que ao homem e à mulher cabem por natureza papéis diversos, mas complementares, que constituirão a origem e o fundamento dos sucessivos papéis paterno e materno. Tais papéis, enquanto estavelmente radicados na biologia e na psicologia do ser humano, não são um fato cultural, que se prenda com a época, a mentalidade ou os costumes, e, portanto, não são intercambiáveis arbitrariamente, como fruto de uma escolha individual.
O que muda com o tempo são as tarefas que o homem e a mulher são chamados a desempenhar nas diversas épocas históricas e nas diferentes sociedades, isto é, para dizê-lo de modo simples: muda a questão de determinar quem vai às compras ou acompanha as crianças à escola, quem cuida das contas a pagar ou das relações com o médico etc., aspectos todos que dependendo, esses sim, de fatores culturais, econômicos, sociológicos, ambientais, profissionais, organizativos ou, simplesmente, de conveniência individual e familiar, e também das aptidões pessoais.
 
A outra conseqüência está na absoluta paridade de dignidade do ser masculino e feminino, enquanto depositários, um e outro, de atributos, qualidades e prerrogativas de igual valor e, de qualquer modo, indispensáveis ao complemento do outro sexo. Mas atenção: paridade não significa igualdade. O valor e a dignidade são iguais, não os sexos, quevale a pena insistir ainda uma vezsão diversos e complementares.
Então, que dizer de séculos, ou melhor, de milênios de machismo – no mundo ocidental, pelo menosque mantiveram a mulher em estado de sujeição? Um abuso. E que dizer de décadas de feminismo, não desse feminismo justo e sadio que ajudou a mulher a recuperar a consciência da sua dignidade, trazendo-a de volta ao mesmo nível do homem, mas, sim, daquele feminismo que tem pretendido substituir o homem, subjugando-o? Outro abuso. Os dois sexos não são antagônicos, nem autorizam – não teria sentido – a competição entre eles. E nem mesmo é de pensar que, para realizar em plenitude o próprio sexo, seja necessário imitar o outro. Pelo contrário, podem ser de válida e preciosa ajuda um ao outro, na medida em que cada um continuar a ser ele próprio.
E assim se chega à praia serena da colaboração, onde cada qual, cônscio das suas prerrogativas insubstituíveis, olha o outro com gratidão e profundo respeito, reconhecendo-o depositário de riquezas diversas, mas paritárias às próprias.
Aliás, a sociedade tem necessidade de ambos: são-lhe necessários, de fato, tanto o realismo e a essencialidade masculinos como a sensibilidade e a intuição femininas.


Fonte: Genitori.it
Tradução: Frederico Bonaldo

Liturgia: Mistério da Salvação - Parte III

Neste terceiro artigo sobre os ensinamentos de Monsenhor Guido Marini a respeito da liturgia, o texto reflete sobre adoração e união com Deus na Santa Missa

 Na adoração eucarística o homem reconhece a beleza do Senhor e tende a glorificá-lo, colocando-se de joelhos e em atitude de plena comunhão. Ali no altar reside Deus, o Santo dos Santos, que se fez carne para nutrir a alma e o coração da humanidade durante a sua peregrinação nesta terra, assim como o maná do céu nutriu o povo que caminhava no deserto. E é por isso que o Bem-aventurado João Paulo II fez questão de enfatizar na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia que "a Igreja vive da Eucaristia". Sem uma, a outra não pode existir.
Com efeito, complementa o mestre de cerimônias pontifícias, Monsenhor Guido Marini, "diante da beleza indizível da caridade de Deus, que toma forma no mistério do Verbo encarnado, morto e ressuscitado em nosso favor, e que encontra na liturgia a sua manifestação sacramental, não nos resta outra coisa senão permanecer em adoração". E aqui cabe lembrar aquela belíssima oração ao Cristo Eucarístico que o Anjo de Portugal ensinou aos três pastorinhos, antes da aparição da Virgem Maria em Fátima: "meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam".
Sendo a Missa, portanto, o lugar do encontro com Deus nas espécies eucarísticas, é de suma importância que todos os sinais da liturgia conduzam à adoração. E isso, observa Marini, inclui "a música, o canto, o silêncio, a maneira de proclamar a Palavra de Deus e o modo de rezar, as vestes litúrgicas e objetos sagrados, como também o edifício sagrado no seu complexo". Tudo deve ser belo, pois Deus é belo. Não se trata, porém, de esteticismo ou espetáculo, mas de conceder a Deus o seu devido culto, uma vez que na liturgia deve resplandecer o mistério da beleza do amor de Deus. É o que praticaram santos como São João Maria Vianney e São Josemaria Escrivá que, não obstante à vida de pobreza e imensa caridade, sempre buscaram celebrar a Eucaristia com os melhores paramentos possíveis. Eis o que ensina também o Papa Emérito Bento XVI:
"As nossas liturgias da terra, inteiramente dedicadas a celebrar este gesto único da história, nunca conseguirão expressar totalmente a sua densidade infinita. Sem dúvida, a beleza dos ritos jamais será bastante requintada, suficientemente cuidada nem muito elaborada, porque nada é demasiado belo para Deus, que é a Beleza infinita. As nossas liturgias terrenas não poderão ser senão um pálido reflexo da liturgia que se celebra na Jerusalém do céu, ponto de chegada da nossa peregrinação na terra. Possam, porém, as nossas celebrações aproximar-se o mais possível dela, permitindo-nos antegozá-la!" (Cf. Homilia durante a celebração das Vésperas na Catedral de Notre Dame, Paris, 12 de Setembro de 2008)
É exatamente nesta perspectiva que se insere a decisão de Bento XVI de, a partir de 2008, distribuir a Sagrada Comunhão diretamente na língua dos fiéis de joelhos. Ora, o próprio Santo Agostinho advertia: "ninguém come desta carne, sem antes adorá-la". Ademais, é importante salientar que a comunhão na boca e de joelhos é um direito dos católicos assegurado pela Santa Sé: "todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento", (nº 92; vid. ainda Missale Romanum, Institutio Generalis, nº 161). A isso também se soma a lição da Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis que "receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração diante daquele que recebemos" (n. 66)
Por outro lado, algumas teologias difundiram em vários ambientes uma ideia um tanto quanto materialista acerca do Sacramento da Comunhão, como se não fosse necessário adorá-lo, somente comê-lo. Há também a acusação de que a adoração obscureceria a dimensão social da caridade. Todavia, a história dos santos mostra uma realidade totalmente diversa. Basta pensar nas horas em que Madre Teresa gastava à frente do sacrário para se desfazer esse pensamento equivocado. Na verdade, novamente explica Guido Marini, "somente através de uma renovada adoração do mistério de Deus em Cristo, mistério que toma forma no ato litúrgico, poderá brotar uma autêntica comunhão fraterna e uma nova história de caridade, conforme a fantasia e heroicidade que só a graça de Deus pode doar aos nossos pobres corações".
Neste sentido, o Papa Francisco deu um belo exemplo a toda a Igreja, quando a 2 de junho convocou uma adoração eucarística universal, na qual dioceses do mundo inteiro se reuniram para adorar o Senhor no mesmo horário que o seu vigário. Como não recordar o belíssimo hino de Santo Tomás de Aquino, Adoro te devote? Adorar a Cristo com devoção significa reconhecer Nele o bondoso pelicano, aquele que lava a sujeira do mundo com o próprio sangue, sendo uma só gota capaz de salvar todo o mundo e apagar todo pecado.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere  (http://padrepauloricardo.org/)

Deus existe?

Por Leo J. Trese

Do nada, nada se cria. Se não tivermos alguma coisa para começar, não chegaremos a produzir nada. Portanto, se não existisse um Ser Eterno e Todo-Poderoso, simplesmente não existiria mundo algum, não existiriam nem árvores nem animais, não existiríamos nem você nem eu.

DO NADA, NADA SE CRIA

Se formos acordados no meio da noite pelo ruído de um abajur derrubado no andar de baixo, qual será o primeiro pensamento que nos virá à cabeça? “Há um ladrão na casa!”, imaginaremos com um sobressalto. A seguir, enquanto prendemos a respiração e aguçamos os ouvidos para descobrir se os ruídos se repetem, a nossa mente buscará ansiosamente alguma outra explicação: Será que deixamos a janela aberta, e o vento derrubou a lâmpada? Ou terá sido apenas o gato, nas suas andanças noturnas? Ou então uma das crianças que se levantou no meio da noite para ir buscar alguma coisa na cozinha?

Seja como for, por que sentimos essa necessidade de encontrar uma explicação para o abajur derrubado? Por que não nos limitamos a dizer: “Nada derrubou o abajur. Simplesmente aconteceu; isso é tudo”, e nos viramos para o lado e voltamos a dormir? Ora bem, a razão pela qual buscamos a todo o custo uma explicação para o barulho é que somos pessoas inteligentes, temos uma cabeça que raciocina e sabemos muito bem que nada acontece sem uma causa. Isto é tão óbvio que não parece sequer valer a pena mencioná-lo. “O que quer que aconteça tem de ter sido causado por alguma outra coisa”; ou, para dizer o mesmo de uma maneira um pouco mais técnica, “todo o efeito tem de ter uma causa proporcionada”.

Ora, isto é tão evidente como o nariz no meio do nosso rosto. No entanto, existem pretensos filósofos que procuram negá-lo. “Não podemos afirmar que seja assim em todos os casos”, dizem, “porque não conhecemos todas as coisas. A nossa experiência diz-nos que todo o efeito tem uma causa, mas isso não quer dizer nada, muito menos que essa regra não admita exceções. Pode ser que em 999 trilhões, 999 bilhões, 999 milhões, 999 mil e 999 casos, tudo aquilo que acontece seja causado por alguma coisa que aconteceu antes; mas, da quadrilionésima vez, pode ser que algo aconteça sem ter sido causado por alguém ou por alguma coisa anterior. Simplesmente, não dispomos ainda de dados suficientes para comprová-lo”

Parece ridículo, não é verdade? No entanto, o ateu, para poder defender a coerência da sua posição, tem de negar a evidência dos seus próprios sentidos; tem de negar o que se costuma chamar o princípio da causalidade, isto é, que todo o efeito tem uma causa. E tem de negá-lo porque nesse princípio se baseia um dos principais argumentos para provar a existência de
Deus. Há diversas maneiras de formulá-lo, mas basta-nos apenas uma, que desenvolveremos a seguir.

Do nada, nada se cria. Se não tivermos alguma coisa para começar, não chegaremos a produzir nada. Sem farinha, ovos e açúcar, não há bolo. Sem bolota, não há carvalho. Sem pais, não há filhos. Portanto, se não existisse um Ser Eterno (isto é, que nunca começou a existir, porque a existência pertence à sua própria natureza) e Todo-Poderoso (isto é, capaz de produzir algo a partir do nada), simplesmente não existiria mundo algum, não existiriam nem árvores nem animais, não existiríamos nem você nem eu. Porque, se não existisse esse Ser Eterno e Onipotente, quem teria feito com que todas as coisas existissem? O carvalho procede de uma bolota, e essa bolota procedeu de outro carvalho; mas quem fez a primeira semente ou o primeiro carvalho? A criança nasce de uns pais, que por sua vez nasceram dos seus próprios pais; mas quem fez o primeiro homem e a primeira mulher? E se o evolucionista nos objetar que tudo começou com uma massa informe de átomos, poderemos perguntar-lhe por nossa vez: “Está bem; mas quem fez essa primeira massa informe de átomos?” Não, é necessário que tudo tenha começado a partir de Alguém que, desde toda a eternidade, tenha existido independentemente de qualquer outra coisa. E esse Alguém é precisamente Aquele a quem chamamos Deus.

Além de ser Eterno e Todo-Poderoso, Deus também é Onisciente. Podemos sabê-lo por causa das inumeráveis provas da sua Inteligência que observamos no mundo que nos cerca. Sempre que observamos que alguma coisa foi planejada, temos a certeza de que houve alguém que a planejou; e planejamento sempre significa inteligência.

Quando Robinson Crusoé descobriu pegadas na areia da praia, compreendeu que não estava só na sua ilha. Da mesma forma, quando nós descobrimos que algo foi planejado, compreendemos que só pode haver um ser inteligente por trás disso. Se um amigo
nos mostrasse a sua televisão nova em folha, e, quando lhe perguntássemos onde a havia comprado, nos respondesse: “Não a comprei; apenas desci à garagem, peguei numa lata de lixo com restos de madeira e peças metálicas usadas, sacudi-a bem e, quando a virei, tudo aquilo, ao cair, tomou a forma de uma televisão...”, de duas, uma: ou pensaríamos que estava a brincar conosco, ou procuraríamos despedir-nos dele rapidamente, antes que a sua loucura mansa se transformasse em loucura violenta... Sabemos muito bem que um aparelho tão complicado como uma televisão não “acontece” sem mais nem menos.

Da mesma forma, não é razoável supor que um mecanismo tão maravilhoso como o olho humano simplesmente “tenha acontecido” - o olho, esse arranjo delicado e intrincado de nervos e músculos, lente e retina, essa câmera fotográfica em miniatura, tão perfeita que a ciência moderna não consegue reproduzi-la. Também não faz sentido achar que a misteriosa interação entre a semente e o solo se limite a “acontecer” - que esse minúsculo grão pardo enterrado no chão passe a transformar os minerais do solo e o gás carbônico do ar em amido e proteínas que servem ao consumo humano. E o mesmo se dá com todos os outros milhões de milagres da Criação, a não ser que pretendamos renunciar para sempre a todas as regras da evidência.


RAZÃO, ORDEM E EVOLUÇÃO

Deus existe. Se não existisse, não haveria universo, não existiríamos nem você nem eu. Porque do nada, nada se cria. Se não existisse um Ser, eterno e não-causado, que tivesse dado início a tudo, nada jamais teria acontecido.

Deus existe. Se não existisse, não poderíamos explicar nem sequer algo tão simples como o movimento. Nada se move se não for movido por outro. Quer se trate de um cortador de grama, que precisa do impulso dos meus braços; quer se trate dos meus braços, que precisam da ordem do meu cérebro para mover-se; quer se trate das minhas células cerebrais, que respondem a estímulos dados pelos sentidos...; ou ainda dos planetas a descreverem as suas órbitas, ou das estrelas em movimento a altíssimas velocidades pelo espaço: nada do que existe poderia mover-se se não existisse um Ser que, sem ter sido movido por ninguém, tenha dado (por assim dizer) o “pontapé inicial”. Se esse Ser não existisse, não poderia sequer haver algo tão simples como o movimento.

Deus existe. Se não existisse, jamais poderíamos explicar o maravilhoso “projeto estrutural”, a ordem que existe no Universo. O instinto da abelha, a delicadeza da rosa, a intrincada coordenação dos órgãos num organismo vivo: tudo isso seria inexplicável se não admitíssemos a existência de um Ser infinitamente sábio que o planejou - porque um plano sempre pressupõe um planejador.
Quando o ateu, procurando escapar à evidência que o cerca por todos os lados, afirma que tudo, desde as asas da borboleta até a sucessão das estações, é fruto do acaso, tem de renunciar simultaneamente ao uso da razão para fazê-lo. Se puséssemos dez bolas de loteria numeradas de 1 a 10 naquela espécie de gaiola rotativa que usam, as fizéssemos girar e depois as tirássemos uma a uma, sem olhar, a probabilidade de que saíssem na ordem certa _ 1, 2, 3, até 10 - seria de uma em dez milhões. Pelo menos, é o que dizem os matemáticos, não eu. Ora bem, se partíssemos do princípio de que todo esse sistema tremendamente intrincado de células, glândulas e órgãos que constitui um ser vivo é fruto do acaso, nem mesmo o mais sofisticado computador da última geração seria capaz de calcular as probabilidades de estar errada essa suposição...

Está certo, mas... como fica a evolução? Que dizer de toda essa impressionante teoria segundo a qual o Universo teria milhões e milhões de anos de idade, e teria começado por ser uma enorme massa de gás incandescente (ou um minúsculo ponto de energia pura a temperaturas inimagináveis)? A terra não passaria de um ínfimo fragmento dessa enorme massa, que teria ido esfriando ao longo de eras inteiras até se transformar em rocha sólida; na superfície desse planeta, umas reações químicas teriam dado origem à água e à terra firme, e depois a moléculas orgânicas; na água, essas moléculas orgânicas ter-se-iam combinado, dando origem a uma forma de vida ainda muito simples, uma célula microscópica; dessa forma de vida primitiva, teriam derivado gradativamente todos os seres vivos, passando pelos invertebrados, pelos peixes, répteis, aves e mamíferos, até que a certa altura uma espécie de antropóide, hoje extinta, se teria transformado numa criatura pensante chamada Homo sapiens ou “ser humano”... Que dizer de tudo isso?

Para já, comecemos por esclarecer o seguinte: boa parte da teoria da evolução continua ainda hoje a ser simplesmente uma teoria, pois ainda não dispõe de evidências científicas suficientes; e boa parte parece merecer já a categoria de fato comprovado, estabelecido e aceito por inúmeros cientistas de boa reputação, muitos dos quais católicos. Afinal de contas, não há oposição alguma entre ser um bom católico e aceitar a teoria da evolução, desde que esta permaneça aos limites da ciência, sem transbordar para o campo próprio da teologia. Deus é a fonte de toda a verdade, e portanto não pode haver contradição entre a verdade religiosa, retamente compreendida, e uma verdade científica solidamente estabelecida.

Mas um autêntico cientista não tenta responder à pergunta: “Por que existiu a nuvem de gás primordial, a massa incandescente de átomos ou a energia inicial?” Poderá tentar explicar como era esse estado inicial, como surgiu a primeira célula viva, mas não pertence ao seu campo de atuação explicar o imenso abismo que separa a existência da não-existência, o animal do ser humano racional. A resposta para esse tipo de perguntas é da competência do filósofo e do teólogo. Quando um cientista procura dar explicações para esses fatos lançando mão de termos como “acaso”, “fortuita justaposição de átomos exatamente no momento apropriado e nas condições ideais”, está ultrapassando os limites da ciência para dedicar-se à
filosofia ou à teologia. E muitas vezes não só sai do campo da ciência, mas até do campo da razão...

Quanto a Deus, não há nenhuma razão para que não pudesse ter criado o Universo por meio de um processo evolutivo, se assim lhe pareceu melhor. Isso só nos permitiria admirar ainda mais a sua infinita grandeza. Se começou por criar uma massa informe de matéria, e imprimiu nessa matéria as leis ou potencialidades naturais (como se plantasse nessa massa as sementes das criaturas futuras) que a levariam a desenvolver-se, ao longo de bilhões de anos, de acordo com o seu plano criador, presente desde o início na sua mente divina - não seria por isso menos Criador; sê-lo-ia muito mais.


Tradução: Quadrante

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Você está salvo?

"Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda" (2Coríntios 10,18).
Os protestantes ensinam que tudo o que você precisa fazer para obter a salvação é aceitar Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, e dessa forma a sua salvação está assegurada nessa vida. Você só tem que fazer um compromisso uma vez na vida e não importa o que faça pelo resto dela, pode estar certo de que irá para o céu quando morrer. Uma vez que você fez isso, é impossível que perca sua salvação. Esta linha de pensamento, entretanto, não é Bíblica e, na realidade, é um pecado de presunção.
Jesus não morreu para que pudéssemos pecar.
Vamos examinar a Sagrada Escritura e ver o que ela tem a dizer.
"Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." (Romanos 10,9).
"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (Romanos 10,13).
Isso é o que São Paulo disse. Os protestantes usam esses dois versículos, tomados completamente fora de contexto, na tentativa de encontrar justificativas para sua crença falsa e fabricada pelo homem de que: "Uma vez salvo, sempre salvo".
Um texto sem contexto é só um pretexto.
Se eles ao menos lessem um pouco mais adiante no mesmo capítulo, veriam claramente o contexto de Romanos 10,9 e 13, e a falácia dessa falsa crença:
Romanos 10,14: "Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?"
Nesses versículos podemos ver que, a fim de ouvir de forma correta a palavra de DEUS para que creiam, está anexa uma condição. 
Eles não podem "acreditar Nele" a não ser que tenham ouvido, e tenham ouvido de um pregador. 
Este versículo se refere a qualquer pregador, mesmo um que seja falso (2Cr 11,12-15)?
Não, definitivamente não, pois a Sagrada Escritura ensina que que não podia ser qualquer pregador, mas somente um pregador que tivesse sido enviado por DEUS.
O próximo versículo vai nos ensinar justamente isso.
Romanos 10,15: "E como pregarão, se não forem enviados? Conforme está escrito (Isaías 52,7, Naum 1,15*), "Como são belos os pés dos que anunciam as boas novas!"" (Note por favor que "boas novas" é o significado da palavra "Evangelho".)
"E como pregarão se não forem enviados?" Enviados?
Se alguém foi enviado, então apela à razão o fato de que "alguém" tinha que fazer o envio. Não é verdade?
Por simples dedução, e por bom senso, precisa-se questionar, então: aqueles que foram enviados, foram enviados por quem?
Neste versículo podemos ver e ouvir o toque fúnebre da falsa crença "Uma vez salvo, sempre salvo". 
A palavra para "enviado", conforme usada na língua grega, na qual o livro de Romanos foi escrito, é Apostello.
Esta não soa como outra palavra Bíblica com a qual estamos todos familiarizados?
Apostello significa enviar numa missão. De apostello obtemos a palavra grega "apostolos", que significa "Apóstolo". 
A palavra grega "Apostolos" significa "aquele que é enviado".
Então quem são os "eles" que são os enviados, e por quem "eles" são enviados?
A mesma palavra grega, apostello, é usada por Jesus Cristo quando falou aos seus "Apostolos" em João 20,21:
"Jesus disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.""
É óbvio que aqueles que são enviados (apostello) por DEUS também recebem autoridade da parte de Jesus Cristo, que é DEUS.
Aquela autoridade foi delegada por Jesus Cristo somente aos Apóstolos.
Romanos 10,15 havia dito: "E como pregarão se não forem enviados?". Tenho que perguntar: "Enviados por quem e com qual autoridade?"
"Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviaria a pregar..." (Marcos 3,14).
Então, aqueles que são enviados, o são com a autoridade que lhes foi dada por DEUS. Consequentemente, as únicas pessoas autorizadas a pregar são os Apóstolos, e aqueles que os seguiram em uma longa linha de sucessão, o ofício dos Bispos (Salmo 109,8, Atos 1,20).
São Paulo disse o seguinte: 
"Ainda que eu me orgulhasse um pouco em demasia da autoridade que o Senhor nos deu, para vossa edificação e não para vossa ruína, não teria de que envergonhar-me." (2Coríntios 10,8).
Além disso, há uns outros poucos mencionados na Escritura que foram designados diretamente pelo Senhor, tais como os setenta que foram enviados em Lucas 10,1.
Há outra palavra grega para enviado: é pempo.  
Pempo é usada em versículos nos quais enviado significa não enviado com a autoridade de DEUS, assim como em Mateus 14,10.
Pregadores e ministros não-católicos terão trabalho para provar que foram enviados pela autoridade de DEUS já que não estão na linha de sucessão que vem desde os Apóstolos. Então esses homens pregam com qual autoridade?
"Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de DEUS; as que existem foram instituídas por DEUS. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por DEUS; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação." (Romanos 13,1-2).
Nenhum daqueles pregadores e ministros não-católicos pode alegar que possui autoridade pastoral dada por DEUS, já que isso seria no máximo uma revelação privada, e não uma revelação pública Então como alguém poderia "provar" que se deve acreditar em sua alegação de que "DEUS me deu autoridade"? Qualquer um pode dar a desculpa de que "DEUS me disse". A história está repleta de hereges, criminosos, ditadores e déspotas que usaram este termo como suposta justificação para seus atos maléficos. 
Em Lucas 10,16, Jesus diz: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou." Este é um versículo repleto de autoridade e também um versículo de infalibilidade. Este versículo também é sobre obediência àqueles que foram enviados. Há agora bem mais de 36.000 seitas não-católicas, cada uma delas com pelo menos um pregador e todas elas estão pregando alguma coisa diferente das outras. Então, levando-se em conta o fato de que só pode haver uma verdade e de que só se pode obedecer a uma única autoridade, qual daquelas dezenas de milhares é o modelo de obediência e tem a autoridade e a infalibilidade dada a ela por Jesus Cristo?
Qual daquelas dezenas de milhares poderia atribuir a si o que está escrito em Lucas 10,16?
"...quem vos rejeita, a mim rejeita,. e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou." Qual seria o outro proprósito desse trecho de Lucas 10,16 a não ser para ser aplicado àqueles que rejeitam os ensinamentos de seus "Apostolos" e seus sucessores através da única Igreja que Ele fundou?
Aqui está outro versículo que se assemelha a Lucas 10,16:
"Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro." (1João 4,6).
Agora que já colocamos Romanos 10,9-15 em contexto, fica claro que o versículo 15 nega qualquer idéia de "Uma vez salvo, sempre salvo" como conclusão prévia.
Mas isso não é tudo, pois há evidência para negar a falsa crença de que "Uma vez salvo, sempre salvo" em Romanos 10.
Romanos 10,16: "Mas não são todos que prestaram ouvido à boa nova. É o que exclama Isaías: "Senhor, quem acreditou na nossa pregação?""
Como pode alguém obedecer ao Evangelho se este for pregado por alguém que não foi enviado? E "nossa" se refere a quem? 
"Nossa" se refere à pregação daqueles que foram enviados com a autoridade de DEUS.
Romanos 10,17: "Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo."
Então de onde provém "a pregação de Cristo" com verdade absoluta? Mais uma vez, vem daqueles que são enviados com autoridade para assim agirem, autoridade esta que lhes é dada por DEUS. A autoridade dada por DEUS é a única garantia para aqueles que são enviados de que vão pregar uma única verdade, e com a única autoridade. É a falta de autoridade da parte de DEUS que tem criado as dezenas de milhares de seitas não-católicas que vemos hoje em dia, com todas elas pregando sua própria interpretação individual da Escritura. A pregação delas nada mais é do que uma opinião pessoal. 
A verdade se sustenta por si mesma. Ela vem de Jesus Cristo, que disse: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida" em João 14,6. A Verdade não depende de opiniões pessoais. Jesus Cristo disse que não se importa com as opiniões dos homens: Marcos 12,14. 
Assim sendo, as opiniões da humanidade não têm nenhum peso na verdade doutrinal.
Romanos 10,18: "Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras."
A voz de quem "correu por toda a terra e até os confins do mundo as suas palavras"?
Mais uma vez, é a daqueles que são enviados, os Apóstolos e seus sucessores, cujas palavras correram por toda a terra e foram até os confins do mundo, conforme ordenado pelo próprio Jesus Cristo aos Apóstolos em:
Mateus 28,18-20: "Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizarás em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." 
E em:
Atos 1,8: "Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo."
O que indiquei aqui para Romanos é uma lição a ser aprendida: que ninguém deveria jamais tirar um versículo ou dois foram de contexto a fim de promover uma falsa crença.
É impossível que alguém escreva um texto do qual qualquer pessoa possa tirar uma linha ou duas fora de contexto e distorcê-las para que signifiquem algo totalmente diferente do que o autor queria dizer. Tirando versículos de seu contexto, uma afirmação verdadeira pode ser facilmente transformada em algo diferente da verdade.
*Naum 1,15: "Eis que vem sobre as montanhas um mensageiro de boa nova (Evangelho), alguém que anuncia a paz!"
A montanha é a morada de DEUS, conforme indicado em muitos versículos. 
Veja Ex 3,1, Sl 48,2-3, Is 2,2-3; 30,29; 65,25; 66,20, Jr 31,23, Ez 11,23; 20,40, 
Dn 9,16,20, Joel 2,1; 3,17, Mq 4,1-2, Ag 1,8, Zc 8,3. 
A montanha também prefigura a Igreja, que é a morada de DEUS.
Mt 5,14: a cidade que é construída sobre uma montanha e não pode ficar escondida é uma prefigura da Igreja altamente visível  que Jesus Cristo fundou.
Explicação:
Da montanha de DEUS, aquele que traz o Evangelho, é o pregador enviado por DEUS.
Jesus pregou numa montanha: Mt 5,1
De uma montanha, Jesus por sua vez ordenou a Seus discípulos que pregassem a todas as nações: Mt 28,16-20. Numa montanha, Jesus multiplicou os pães e os peixes, que alimentaram 5000 pessoas: Jo 6,3-14
Jesus se transfigurou numa montanha: Mt 17,1-5, Mc 9,2, Lc 9,28-29
O topo das montanhas simboliza o topo da autoridade.
O próprio Jesus Cristo disse: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mateus 7,21).
"A respeito de Israel, exclama Isaías: Ainda que o número de filhos de Israel fosse como a areia do mar, SÓ UM RESTO SERÁ SALVO...'" (Romanos 9,27).
"Irmãos, o desejo do meu coração e a súplica que dirijo a DEUS por ELES são para que se salvem. Pois lhes dou testemunho de que têm zelo por DEUS, mas um zelo SEM DISCERNIMENTO. Desconhecendo a justiça de DEUS e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de DEUS. Porque Cristo é o fim da lei, para justificar todo aquele que crê." (Romanos 10,1-4).
S. Paulo diz claramente que somente um resto da nação judaica será salvo, os que não rejeitaram Jesus Cristo como o Messias. Nesses versículos, Ele se dirige aos judeus que ainda estavam se agarrando às tradições da Antiga Aliança judaica.
Entretando, em Mateus 7,21, Jesus Cristo falou para todos nós, e afirmou claramente que temos que fazer a vontade do Pai. Fazer algo requer esforço, obra. Esta obra é guardar os mandamentos. Aqueles que não guardam os mandamentos não entrarão no céu.
Isso soa para você como: "Uma vez salvo, sempre salvo?"
Jesus Cristo nos redimiu e ganhou para nós a salvação. As Portas do Céu foram abertas, mas nenhum de nós pode simplesmente "entrar" e reivindicar residência sem obedecer à vontade do Pai.
Outro versículo que eles usam para tentar sustentar a equivocada doutrina do "Você está Salvo" é João 10,28.
"Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão."
Veja também João 6,37: "...e o que vem a mim não o lançarei fora."
Ambos os versículos significam que Jesus Cristo será leal a nós e nunca nos lançará fora.
Entretanto, ele deixou em aberto o fato de que podemos simplesmente pular fora de sua mão e nos afastarmos Dele, se não guardarmos sua Palavra.
Aqui está ainda mais um versículo usado por aqueles que dizem que estão "salvos" para sempre.
"Com efeito, de tal modo DEUS amou o mundo, que lhe deu seu Filho  único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3,16).
À primeira vista nos parece, ao examinar este versículo, que tudo o que se tem que fazer para ser salvo é acreditar em Jesus Cristo. Mais uma vez, quando o versículo é compreendido de acordo com o texto grego original, não é este absolutamente o caso. Quando o palavreado grego é analisado, o argumento deles é jogado fora da vinha como mais um galho estéril deveria ser.
A palavra grega usada aqui para "crer" é "Pisteuvw", que toma a forma inglesa de "Pisteuo". Esta palavra grega significa: acreditar, confiar em e "obedecer". "Obedecer" involve obras, o que significa que devemos dar bons frutos.
"Por que me chamais: Senhor, Senhor... e não fazeis o que digo? "Todo aquele que vem a mim ouve as minhas palavras e as pratica, e vos mostrarei a quem é semelhante. É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída. Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante ao homem que construiu a sua casa sobre a terra movediça, sem alicerces. A torrente investiu contra ela, e ela logo ruiu; e grande foi a ruína daquela casa." (Lucas 6,46-49).
Esses versículos são poderosos contra "Uma vez salvo sempre salvo". Vamos fazer brilhar uma luz forte sobre eles.
Não-católicos acreditam que tudo o que precisamos fazer é ouvir Suas palavras e aceitá-las e então estamos salvos. Entretanto, Jesus diz que não somente devemos ouvir Suas palavras, também FAZER O QUE ELE NOS DIZ. 
Aqui está somente um exemplo de muitos, um caso a apontar:
Jesus disse em  João 10,16, "...e haverá um só rebanho e um só pastor." E em João 17,21, "...para que todos sejam um."
Nesses dois versículos temos somente um exemplo de muitos que poderia listar. Dito isto, tenho que perguntar: "Já que existem agora no mundo umas 37,000 seitas não-católicas (rebanhos), como pode alguma delas alegar que obedece as palavras de Jesus quando Ele nos ordenou que fôssemos um?" Se elas não obedecem às Suas palavras, então a Escritura já deixou bem explícito que a casa delas está construída sem fundações sólidas e que irá ruir. 
As 37.000 seitas que existem agora provam o suficiente que aquelas palavras de Jesus se tornaram realidade.
Se aqueles versículos de Lucas 6,46-49 são ignorados pelas dezenas de milhares de seitas, então o versículo seguinte tem que ser também ignorado por elas:
"Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir;..." (Mt 12,25).
Unidos vencemos. Divididos somos vencidos.
Você pode ser um ramo ligado à vinha, mas quem é o agricultor?
"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto." (João 15,1-2).
"Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo." (2Cr 5,10).
Leia Mateus 22,8-14, a parábola da festa de casamento. Aquele que não estava com as vestes adequadas foi lançado nas trevas exteriores onde havia choro e ranger de dentes.
Em Mateus 25,1-13 está a parábola das dez virgens. Cinco não estavam preparadas para a chegada do Noivo (Cristo) e ficaram do lado de fora da festa de casamento pois a porta foi trancada.
Há mais outra parábola que se aplica ao nosso tópico. Em Mateus 13,47-50, o reino dos céus é comparado a uma rede lançada no mar e que apanha peixes de todos os tipos, tanto bons quanto maus. Os peixes bons são guardados, mas o que acontece aos ruins nos versículos 49-50? Eles são lançados na fornalha onde novamente há choro e ranger de dentes. Todos os peixes foram pegos na rede, mas todos eles foram salvos da fornalha?
Leia sobre as ovelhas e os cabritos em Mateus 25,31-46. Você provavelmente já percebeu que ambos acreditavam, mas notou também que só um grupo praticou obras? Qual foi o destino final daqueles que não fizeram boas obras? Veja os versículos 45-46. Já que os cabritos acreditavam, por que então não foram salvos também?
Está vendo? Você pode pensar que está "salvo", mas uma pessoa que não dá fruto é cortada fora. Agora você pode ver prontamente que a salvação depende de cada um de nós e das nossas ações frutíferas individuais de maneira muito importante.
Nada profano pode entrar no reino dos céus.
"Nela (na cidade santa, o céu) não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." Apocalipse 21,27
Isso soa como "Uma vez salvo, sempre salvo?"
As pessoas que se encaixam nesse versículo não estão obedecendo à  vontade de DEUS: os Dez Mandamentos.
"O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu DEUS, e ele será meu filho. Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte." (Apocalipse 21,7-8).
Isso soa como "Uma vez salvo, sempre salvo?"
Onde os mentirosos passam toda a eternidade mesmo se aceitam Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, mas não trabalham para sua salvação obedecendo aos Dez Mandamentos? Não são "Não levantar falso testemunho", e "Não matar" dois dos Dez Mandamentos?
De acordo com o grupo dos que acreditam no "Uma vez salvo, sempre salvo", você pode pecar tanto quanto quiser depois de ter aceito Jesus Cristo, e sua salvação está garantida, a despeito de tudo.
"Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só DEUS é bom. Se queres entrar na vida, OBSERVA OS MANDAMENTOS." "Quais?", perguntou ele. Jesus respondeu: "Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo."" (Mateus 19,17-19).
Esses versículos disseram claramente que se nós não obedecermos aos mandamentos, não teremos a vida (eterna).
Então, se uma pessoa que pensa que está "salva", mente e comete adultério, como então reconcilia suas ações com Mateus 19,17-19 e Apocalipse 21,7-8 e 21,27?
Jesus realmente curou o homem no tanque em João 5,1-9, e mais tarde Ele lhe disse no versículo 14: "Eis que ficaste são; JÁ NÃO PEQUES, PARA NÃO TE ACONTECER COISA PIOR." Isso soa como "Uma vez salvo, sempre salvo"?
Aqui está ainda um outro exemplo: a mulher que foi apanhada em adultério em João 8,1-10. Jesus não deixou que ela fosse apedrejada até à morte, e no versículo 11, Ele disse: "Nem eu te condeno. VAI E NÃO TORNES A PECAR." Mais uma vez, Jesus a advertiu para que não pecasse novamente.
Que mensagem podemos tirar desses dois exemplos tirados de João 5 e 8? E se ambos pecaram de novo? No primeiro caso pareceria que, de fato, ALGO AINDA PIOR ACONTECERIA AO HOMEM e no segundo seria uma desobediência clara por parte da mulher com relação a uma ordem direta de Jesus. Repito: isso soa como: "uma vez salvo, sempre salvo"? De maneira nenhuma!
"Eis o momento para apelar para a paciência dos santos, dos fiéis, aos mandamentos de DEUS e à fé em jesus." (Apocalipse 14,12).
Se já estamos "salvos", então qual é o propósito de obedecer aos mandamentos?
Então, podemos verdadeiramente dizer que estamos salvos? Se co-operamos com os mandamentos de DEUS, podemos ter esperança de que seremos salvos. Entretanto, não podemos presumir, como acreditam alguns não-católicos, que é um processo unilateral que Jesus completou sozinho. Ele fez a sua parte, agora cabe a cada um de nós fazer a sua, por meio de nossa co-operação com o Seu sacrifício ilimitado na cruz.
Como alguém pode conciliar a falsa doutrina feita por homens "uma vez salvo, sempre salvo" quando a Sagrada Escritura nos diz claramente: "Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor."? (Fl 2,12).
Entretanto, católicos percebem que mesmo cumprindo o que Nosso Senhor requer que façamos para a salvação, é impossível fazer isso sem o dom gratuito da Sua graça.
A salvação é um processo em evolução durante toda a nossa vida. É uma luta que dura a vida inteira, como nos diz este versículo, mencionado anteriormente:
"Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor." (Fl 2,12).
Este versículo está em conflito direto com a noção de que "Uma vez salvo, sempre salvo".
Já que a salvação é um processo que dura a vida inteira:
Fomos salvos no passado: Rm 5,1-2; 8,24, Ef 2,5-8, 2Tm 1,9, Tt 3,5.
Estamos sendo salvos agora: Rm 5,9-10, 1Cr 1,18; 15,2, Fl 2,12, 1Pd 1,8-9; 2,1-2.
Seremos salvos no futuro: Mt 10,22; 24,13, Rm 13,11, 1Cr 3,12-15; 5,5, 2Tm 2,11-13, Ap 21,6-7.
Podemos perder nossa salvação:
Aqueles que acreditam no "Uma vez salvo, sempre salvo", presumem (presunção?) que estão inscritos no "Livro da Vida" (Dn 12,1) em tinta vermelha indelével e que não podem jamais ser removidos dele, não importa o quanto pequem.
Como eles poderiam explicar então Ex 32,33:
"O Senhor respondeu a Moisés: "Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro""?
Até mesmo São Paulo admitiu que poderia perder sua salvação:
"...Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros." (1Cr 9,27).
E então há Rm 11,22, "Considera, pois, a bondade e a severidade de DEUS; severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneças fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada."
"Tenho confiança no Senhor a vosso respeito, que de maneira alguma mudareis de sentir. Portanto, quem vos perturbar responderá por isto, seja quem for." (Gl 5,10).
"O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes." (Lucas 12,47).
"Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios." (2Pd 3,17).
Isso é "uma vez salvo, sempre salvo"? Então, o que acontece com aqueles que caem nesta armadilha?
Confira novamente João 10,28, citado anteriormente neste artigo, onde eu disse que podemos simplesmente pular fora de Sua mão e nos afastarmos Dele.
Quem são aqueles que interpretam falsamente esses versículos e lhes fazem vista grossa?
"Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdia, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. DESSAS COISAS VOS PREVINO, COMO JÁ VOS PREVENI; OS QUE AS PRATICAREM NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS." (Gl 5,19-21).
Mais uma vez, isso soa como "Uma vez salvo, sempre salvo"?
Quem pode ignorar Mt 25,31-46, onde o pastor separará as ovelhas dos cabritos e os bons receberão a recompensa enquanto que os amaldiçoados irão para o fogo eterno?
Veja também: Mt 6,14-15; 7,21; 24,44-51, Marcos 11,26, Lucas 10,16, João 14,21, Rm 11,22, e Ap 21,8.
Perseverança em fazer a vontade do Pai:
Este virtude nos levará ao nosso objetivo:
"...mas aquele que perseverar até o fim será salvo." (Mt 10,22; 24,13).
Perceba que esses versículos não dizem que nós estamos salvos, mas sim que seremos...verbo no futuro do presente. O que significa "perseverar"? Por que alguém deveria se preocupar com perseverança se já está salvo?
"A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal." (Rm 2,7-8).
"Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos." (Gl 6,9).
"Não percais esta convicção a que está vinculada uma grande recompensa, pois vos é necessária a perseverança para fazerdes a vontade de DEUS e alcançardes os bens prometidos:" (Hb 10,35-36).
"Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que DEUS prometeu aos que o amam." (Tg 1,12).
"Mas aquele que procura meditar com atenção a lei perfeita da liberdade e nela persevera, não como ouvinte que facilmente se esquece, mas como cumpridor fiel do preceito, este será feliz no seu proceder." (Tg 1,25).
"Tomai, irmãos, por modelo de paciência e de coragem os profetas, que falaram em nome do Senhor." (Tg 5,10).
"Portanto, irmãos, cuidai cada vez mais em assegurar a vossa vocação e eleição. Procedendo deste modo, não tropeçareis jamais. Assim vos será aberta largamente a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." (2Pd 1,10-11).
Bem, esse versículo deixa bem claro que você precisa de boas obras para assegurar sua salvação.
"Uma vez salvo, sempre salvo" já não soa tão promissor, não é mesmo?
"Ao vencedor darei de comer do fruto da árvore da vida, que se acha no paraíso de DEUS." (Ap 2,7).
"Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante dez dias. Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida." (Ap 2,10).
"Então ao vencedor, ao que praticar minhas obras até o fim, dar-lhe-ei poder sobre as nações pagãs." (Ap 2,26).
"Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia." (1Cr 10,12).
Vamos colocar este versículo em seu contexto para que possamos conhecer a verdade com relação ao que São Paulo queria dizer aqui:
Começando por 1Cr 10,1-4, todos acreditavam e pensavam que seriam salvos. Nos versículos 5-10 alguns se perderam por várias razões devido ao pecado (surpresa!!!). O versículo 11 é uma advertência para aqueles que proclamam hoje em dia que estão salvos. O fim dos tempos também se aplica aos dias de hoje. No versículo 12, aqueles que pensam estar de pé (estarem salvos) estão sujeitos a cair.
Vamos agora voltar ao versículo 9: "Nem tentemos o Senhor...".
Não estamos tentando DEUS quando alegamos que estamos salvos? 
Agora temos que ler este próximo versículo novamente para responder àquela pergunta.
"Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda." (2Cr 10,18).
E este aqui?
"De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor." (1Cr 4,4).
Não estão aqueles que alegam já estarem salvos prejulgando a si mesmos e tentando lograr o julgamento de DEUS?
Veja também estes versículos adicionais: João 15,4-10, 1Cr 15,58, Ef 4,14; 6,10-17, 1Ts 3,8; 5,21-22, 2Ts 2,15-17,
Hb12,1-15; 13,9, Tg 1,4; 2,14-26, 1Pd 1,4-7; 5,8, Ap 2,17; 3,5; 11-12; 21; 21,7
Preciso advertir a todos aqueles que pensam que já estão salvos de que é pecado de presunção acreditar nessa falsa doutrina inventada protestante, conforme nos disse 1Cr 10,1-12 e 2Cr 10,18 na parte anterior. 
Mostre-me um documento histórico genuíno escrito antes de 1500 que defina tal doutrina.
Eu sugeriria que lesse novamente Mt 25,31-46. Verá naqueles versículos que tanto as ovelhas quanto os cabritos pensavam que seriam salvos, mas o pecado de presunção estava sobre os cabritos e estes foram rejeitados, simplesmente porque não praticaram boas obras.
De forma totalmente clara, a Sagrada Escritura nos mostra que a falsa doutrina de que uma vez salvo, sempre salvo não tem nenhuma base Escritural.
"Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade, as três. Porém, a maior delas é a caridade." (1Cr 13,13).
Então se você é salvo somente pela fé, então qual é o propósito da Escritura nos dizer para termos esperança? Não haveria necessidade de esperança se já estivéssemos salvos. O que este versículo diz sobre a caridade?
Diz que a caridade é maior do que a fé. Aqueles que acreditam que são salvos somente pela fé não estão insinuando que a fé é maior do que a caridade? Não estão eles ignorando tanto a esperança quanto a caridade?
Mencionei acima o ano de 1500 por uma razão. Foi Martinho Lutero quem "inventou" a falsa doutrina de que "Uma vez salvo, sempre salvo" quando acrescentou a palavra "somente" em Romanos 3,28 na sua tradução para o alemão da Sagrada Escritura. O versículo então ficou deste jeito: "...um homem é justificado somente pela fé". Essa ação da parte dele foi embaraçosa para os outros reformadores, e por conta disso você não vai encontrar a palavrinha "somente" em Romanos 3,28 na versão King James ou em qualquer outra Bíblia protestante a não ser na de Lutero.
Aqui está uma citação de Martinho Lutero com relação a "Uma vez salvo, sempre salvo": 
"Seja um pecador e peque atrevidamente, mas creia e se rejubile em Cristo ainda mais atrevidamente... Nenhum pecado nos separará do Cordeiro, mesmo que tenhamos cometido fornicação e assassinato mil vezes por dia." (Martinho Lutero, carta a Melanchthon, Primeiro de agosto de 1521).
E quanto aos versículos que citei anteriormente a respeito do mandamento de Jesus para que "não pecasse mais".?
É este o significado de "Uma vez salvo, sempre salvo"? 
Então podemos agora jogar fora os dez mandamentos, junto com montes de outros versículos?
Não, de jeito algum, de acordo com João 14,15: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos".
Como pode alguém de alguma forma conciliar essas Palavras de Cristo com a citação de Martinho Lutero que forneci acima? 
Qual é a utilidade desse versículo de acordo com a teologia distorcida de Lutero? 
E quanto a "Não cometerás adultério e não matarás? 
Vamos acreditar nas palavras de Lutero ou nas Palavras de DEUS?
Você sabia que Martinho Lutero escreveu o obituário para a sua própria igreja?
Nessa citação de um de seus escritos, ele estava falando sobre "Salvo somente pela Fé (ou apenas)".
"Se este artigo permanece, a igreja permanece; se ele vem abaixo, a igreja vem abaixo." (Martinho Lutero, Exposição dos Salmos 130,4).
Bom, Martinho, aquele seu "artigo" não permaneceu, mas na verdade veio abaixo.
Está vendo, você acrescentou a palavra "somente" em sua Bíblia em alemão no versículo Romanos 3,28 e ela foi removida pelos seus sucessores e jamais foi acrescentada em traduções para outras línguas.
Mostrei evidência mais do que ampla do colapso nos versículos inclusos neste escrito, então....?
O interessante é que as pessoas que acreditam no "Você Está Salvo" ou "Uma vez salvo, Sempre salvo" são as mesmas que censuram a Igreja Católica por canonizar santos. Ora, a palavra "Santo" significa uma pessoa que está no céu. Então, as pessoas que acreditam no "Uma vez salvo, sempre salvo" já estão canonizando a si mesmas. Em outras palavras, já que estou "salvo", "irei para o céu e, como todos os que estão no céu são santos, então já sou um santo".
"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram." (Mt 7,13-14).
Parecer-me-ia que "Uma vez salvo, sempre salvo" é o caminho espaçoso pois não requer nenhum esforço da parte do indivíduo. O caminho espaçoso, de acordo com o ensinamento da Sagrada Escritura, não é o que leva à salvação eterna. 
"Pois merece aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda." (2Coríntios 10,18). 
Será que algum adepto do "Uma vez salvo, Sempre salvo" já leu esse versículo?
MAIS UMA VEZ, JESUS NÃO MORREU A FIM DE QUE PUDÉSSEMOS PECAR.
 
Traduzido por Alessandro Lima, do original em inglês "Are You Saved?" do webiste www.thecatholictreasurechest.com.