O Documento aponta medidas para conter o aumento populacional Aborto / reportagens Você sabe o que é o “Relatório de Kissinger”?
Já ouviu falar ou não sabe do que trata este relatório?
Esse documento afirma que o crescimento da população mundial é uma ameça aos países desenvolvidos e que para evitar este risco é necessário implantar uma política de controle da natalidade por meio de anticoncepcionais, esterilização em massa, criação de mentalidade contra a família numerosa, investimento maciço de milhões de dólares em todo o mundo com esse objetivo. O “Relatório de Kissinger” foi escrito no ano de 1974 pelo então secretário de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger, intitulado como “Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos” e entregue a Gerald Ford, presidente norte-americano na época. De interesse exclusivo dos Estados Unidos, o documento foi o caminho encontrado para impedir o crescimento populacional dos países pobres, pois o grande medo do poderio norte-americano é perder os países nos quais têm interesses políticos, econômicos e estratégicos.
O documento cita a Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia como países fiscalizados pelos norte-americanos com relação ao crescimento populacional. Nas 198 páginas do relatório é possível verificar o início dessas políticas públicas e ideológicas para evitar o aumento das taxas de natalidade, as quais adotam as mais variadas táticas para diminuir o número de nascimentos nos países citados. “Deve-se dar prioridade ao programa geral de assistência às políticas seletivas de desenvolvimento nos setores que ofereçam a maior perspectiva de motivar mais as pessoas a querer famílias menores” (Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos, 1974. p.17). Outra informação alarmante que o documento traz é que nenhum país conseguiu reduzir o crescimento populacional sem recorrer ao aborto e sem o incentivo do uso de métodos contraceptivos. “Nós estamos lutando com gigantes, fundações internacionais e bancos mundiais que só emprestam dinheiro aos países pobres sob as condições de que vão adotar políticas de limitação da natalidade", denuncia padre Luiz De acordo com o presidente da Associação Pró-vida de Anápolis (GO), padre Luiz Carlos Lodi: “O aumento da população mundial é uma ameaça para os interesses externos dos Estados Unidos, o que é preciso controlar de qualquer maneira com esterilização em massa, anticoncepção e inclusive o aborto. É um fato que os Estados pouco populosos e ricos têm medo do crescimento dos países pobres e mais férteis e que tentam impor políticas de controle demográfico”. O sacerdote conta que o Brasil também acabou adotando políticas de controle populacional, porque até 1988 nenhuma outra Constituição Federal havia utilizado a expressão “planejamento familiar” em um dos seus artigos. “Regulamentar o ‘planejamento familiar’ o que é isso? Nada menos que regularizar a esterilização, que antes era um crime no Brasil classificado como lesão corporal gravíssima. Com esse projeto de lei a esterilização deixou de ser crime e passou a ser praticada pelo Estado, e está sendo praticada até hoje com o dinheiro público. Tudo isso por causa desse texto colocado na Constituição Federal”, ressaltou.
Segundo o presidente do Pró-vida de Anápolis, a luta contra estes movimentos políticos é dura, pois é preciso dialogar com os poderosos do mundo. “Nós estamos lutando com gigantes, fundações internacionais e bancos mundiais que só emprestam dinheiro aos países pobres sob as condições de que vão adotar políticas de limitação da natalidade. Também estamos lutando contra os meios de comunicação de massa que, através do grande poder de propaganda, incentivam as pessoas [à pratica desses meio contraceptivos]. Mas nós temos uma coisa que eles não possuem: a graça de Deus”, recordou. Somente após 1989 a Casa Branca desclassificou o documento, que hoje é considerado domínio público. Pela internet é possível ter acesso a ele.
"Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança" ( I Pedro 3,15 ). O objetivo deste blog é fazer uma compilação de artigos e documentos que contribuam para o conhecimento e fortalecimento da nossa Fé. OBS: Os textos aqui publicados não são de minha autoria.
sábado, 31 de agosto de 2013
A Fundação Ford
A Fundação Ford é uma organização privada, sem fins lucrativos, criada nos Estados Unidos para ser uma fonte de apoio a pessoas e instituições inovadoras em todo o mundo, comprometidas com a consolidação da democracia, a redução da pobreza e da injustiça social e com o desenvolvimento humano.
Criada em 1936, a Fundação Ford já contribuiu com US$ 13,3 bilhões em doações e empréstimos para auxiliar a produção e divulgação do conhecimento, apoiando a experimentação e promovendo o aprimoramento de indivíduos e organizações. Atualmente, não possui ações da Companhia Ford e sua diversificada carteira de investimentos é administrada para ser uma fonte permanente de recursos para custear seus programas e suas atividades.
O Escritório do Brasil, localizado na cidade do Rio de Janeiro, está entre os mais antigos dos dez escritórios que a Fundação Ford mantém no exterior, permitindo parcerias de trabalho mais próximas com indivíduos e instituições em várias regiões do globo. Nilcéa Freire é a representante da Fundação Ford no Brasil.
"A decisão do escritório central de Nova York de trabalhar fora dos Estados Unidos remonta à déca-da anterior, mais precisamente a 1951(...) Essa decisão fundamentou-se em três convicções: 1) a de que dar solução aos problemas internos dos Estados Unidos seria uma vitória vazia se o resto do mundo continuasse sujeito à ‘miséria e às agitações’(Ford Foundation, 1963, p. 2) ; 2) a de que a Fundação Ford dispunha de recursos suficientes para oferecer uma contribuição significativa na solução desses problemas em outros países; e 3) a de que, por ser uma organização independente, não-governamental, ela tinha autonomia para aplicar seus recursos em determinados países e na solução de determinados problemas, cumprindo sua missão de construir ‘os instrumentos sociais do progresso’, considerados tão importantes para a construção de uma nação quanto o comér-cio e o capital”.
Nesse período, o mundo vivia sob a égide da Guerra Fria. Quando o assunto é trazido à tona, as primeiras lembranças são a corrida armamentista, crise dos mísseis, guerra do Vietnã e corrida espacial. Outra face importante dessa guerra, no entanto, não aparece com tanto destaque, mas teve uma importância fundamental. A guerra ideológica patrocinada pelos Estados Unidos contra as revoltas populares e os ideais comunistas.
O Estado norte-americano, por meio de sua agência secreta, a CIA, patrocinou exposições, concertos, shows, principalmente na Europa, por meio de diversas fundações e institutos para comprovar as benesses do “mundo livre” americano, em contrapartida com a ditadura e o autoritarismo socialista, representado pela União Soviética. Essa história é descrita com riqueza de detalhes no livro Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria Cultural, de Frances Stoner Saunders.
A Fundação MacArthur.
Finalidade: Auxiliar pessoas criativas e instituições efetivas, comprometidas com a construção de
um mundo mais justo, verdejante e pacífico, trabalhando na defesa dos Direitos Humanos, avançar
a conservação e segurança global, fazer das cidades melhores lugares e entender como a
tecnologia está afetando as crianças e a sociedade.
Linhas de atuação: Empréstimos, doações e concessão de bolsas de estudo (somente aplicável a
cidadãos estadunidenses residentes nos EUA).
Objeto de cooperação: A Fundação coopera por meio de quatro programas:
a) Programa de segurança global e sociedade, focado em: Direitos Humanos e justiça internacional, conservação e desenvolvimento sustentável, migração e mobilidade humana, e saúde reprodutiva;
b) Programa de desenvolvimento humano e comunidade, abordando questões internas da sociedade
estadunidense;
c) Programa geral, auxiliando mídias públicas;
d) Programa de bolsas de estudos.
Clientela: ONGs, agências públicas apropriadas, universidades, institutos de pesquisa e
sociedade civil.
um mundo mais justo, verdejante e pacífico, trabalhando na defesa dos Direitos Humanos, avançar
a conservação e segurança global, fazer das cidades melhores lugares e entender como a
tecnologia está afetando as crianças e a sociedade.
Linhas de atuação: Empréstimos, doações e concessão de bolsas de estudo (somente aplicável a
cidadãos estadunidenses residentes nos EUA).
Objeto de cooperação: A Fundação coopera por meio de quatro programas:
a) Programa de segurança global e sociedade, focado em: Direitos Humanos e justiça internacional, conservação e desenvolvimento sustentável, migração e mobilidade humana, e saúde reprodutiva;
b) Programa de desenvolvimento humano e comunidade, abordando questões internas da sociedade
estadunidense;
c) Programa geral, auxiliando mídias públicas;
d) Programa de bolsas de estudos.
Clientela: ONGs, agências públicas apropriadas, universidades, institutos de pesquisa e
sociedade civil.
A Fundação Rockefeller.
John David Rockefeller Nixon nasceu em 1839, em Richford, no estado de Nova York. Seus pais eram muito pobres, mas ele frequentou a escola. Foi aluno regular nas outras matérias, mas muito bom em matemática. O que o ajudou a alcançar a sua maior conquista: o primeiro emprego (job, em inglês). Isto aconteceu em 26 de setembro de 1865, na cidade de Clevelandm, quando ele tinha 16 anos. Foi um emprego de contador num estabelecimento comercial. Ele começava no trabalho às seis e meia e trabalhava, muitas vezes, até a noite. Rockefeller considerava que o trabalho mudou a sua vida para melhor. Por isto, todos os anos, comemorava a data de 26 de setembro como o seu jobday (dia do primeiro emprego). Depois de três anos como empregado, criou o seu próprio negócio e, mais tarde, criou a Standard Oil Company que veio a tornar-se a maior empresa petrolífera do mundo. Tornou-se o homem mais rico do mundo e o mais rico de todos os tempos. Sua fortuna, em valores atuais, chegou a 330 bilhões de dólares.
Desde sua criação em 1913, a Fundação Rockefeller tem procurado identificar e
atacar pela raiz as causas do sofrimento humano. A Fundação foi pioneira na
filantropia global e continua a encontrar e financiar soluções a muitos dos grandes
desafios do mundo.
Hoje, a Fundação apóia trabalhos em todo o mundo que buscam ampliar
oportunidades para pessoas pobres e vulneráveis e ajudam a assegurar que os
benefícios da globalização sejam compartilhados. A Fundação oferece recursos,
promove parcerias e influencia o diálogo público no que se refere ao foco de
atuação: reparação de sistemas de saúde fracos e desatualizados; construção de
resiliência a degradação ambiental e mudança climática; resposta aos riscos da
urbanização acelerada; reconstrução de contratos sociais enfraquecidos; e
minimização das dificuldades de necessidade básicas.
A fundação e o aborto
O ex-diretor do programa de controle populacional da USAID, nos anos 70, Reimert Ravenholt, dizia que com o orçamento disponibilizado pelo Congresso Americano à USAID, um montante que representou na época, o segundo maior programa de ajuda externa já promovido pelos Estados Unidos em toda a sua história, menor apenas do que o Plano Marshal, que reergueu economicamente a Europa depois da Segunda Guerra Mundial, era possível reduzir de modo significativo o crescimento populacional de qualquer país do terceiro mundo, em um período de cinco anos, utilizando métodos convencionais como a esterilização e em apenas dois anos se pudesse ser utilizado o aborto.
No final dos anos 70, quando os dirigentes deste plano perceberam que sua apresentação como um plano norte-americano de controle populacional começava a ser questionado pelos países do terceiro mundo, o magnata do Petróleo John Rockefeller III, juntamente com uma cientista social que então trabalhava na Fundação Ford, resolveu introduzir o conceito de emancipação da mulher e dos direitos sexuais e reprodutivos, para que se pudesse impor a mesma coisa sem que se despertassem mesmas reações.
Com isso, organizações como a Fundação Ford e Organizações Rockefeller passaram a financiar ativamente redes de Ongs feministas, o movimento homossexual, a educação sexual liberal, a dissidência dentro da Igreja Católica, através de organizações como Católicas pelo Direito de Decidir, e outras similares. Além da introdução destes novos conceitos dentro da Organização das Nações Unidas para pressionar Nações em desenvolvimento e, especialmente da América Latina a legalizarem o aborto.
Foi também o mais notável filantropo do mundo, criando a Fundação Rockfeller que patrocinou universidades, hospitais, institutos de pesquisas e campanhas para combater doenças endêmicas, principalmente a verminose, em países pobres.
atacar pela raiz as causas do sofrimento humano. A Fundação foi pioneira na
filantropia global e continua a encontrar e financiar soluções a muitos dos grandes
desafios do mundo.
Hoje, a Fundação apóia trabalhos em todo o mundo que buscam ampliar
oportunidades para pessoas pobres e vulneráveis e ajudam a assegurar que os
benefícios da globalização sejam compartilhados. A Fundação oferece recursos,
promove parcerias e influencia o diálogo público no que se refere ao foco de
atuação: reparação de sistemas de saúde fracos e desatualizados; construção de
resiliência a degradação ambiental e mudança climática; resposta aos riscos da
urbanização acelerada; reconstrução de contratos sociais enfraquecidos; e
minimização das dificuldades de necessidade básicas.
A fundação e o aborto
O ex-diretor do programa de controle populacional da USAID, nos anos 70, Reimert Ravenholt, dizia que com o orçamento disponibilizado pelo Congresso Americano à USAID, um montante que representou na época, o segundo maior programa de ajuda externa já promovido pelos Estados Unidos em toda a sua história, menor apenas do que o Plano Marshal, que reergueu economicamente a Europa depois da Segunda Guerra Mundial, era possível reduzir de modo significativo o crescimento populacional de qualquer país do terceiro mundo, em um período de cinco anos, utilizando métodos convencionais como a esterilização e em apenas dois anos se pudesse ser utilizado o aborto.
No final dos anos 70, quando os dirigentes deste plano perceberam que sua apresentação como um plano norte-americano de controle populacional começava a ser questionado pelos países do terceiro mundo, o magnata do Petróleo John Rockefeller III, juntamente com uma cientista social que então trabalhava na Fundação Ford, resolveu introduzir o conceito de emancipação da mulher e dos direitos sexuais e reprodutivos, para que se pudesse impor a mesma coisa sem que se despertassem mesmas reações.
Com isso, organizações como a Fundação Ford e Organizações Rockefeller passaram a financiar ativamente redes de Ongs feministas, o movimento homossexual, a educação sexual liberal, a dissidência dentro da Igreja Católica, através de organizações como Católicas pelo Direito de Decidir, e outras similares. Além da introdução destes novos conceitos dentro da Organização das Nações Unidas para pressionar Nações em desenvolvimento e, especialmente da América Latina a legalizarem o aborto.
Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela aprovação do aborto, todos dispondo de muito dinheiro, são as fundações, (planejando e financiando as ações) e as organizações não governamentais (executando-as). Dentre elas estão as fundações Ford, Rockefeller, MacArthur, a Buffet (entre outras), e a International Planned Parenthood Federation (IPPF, que tem filiais em quase 150 países), a Rede Feminista de Direitos Sexuais e Reprodutivos, as Católicas pelo Direito de Decidir (que não são católicas, mas usam o nome para confundir principalmente os católicos), a Sociedade de Bem-Estar Familiar no Brasil (Benfam) e a International Pregnancy Advisory Services (IPAS), entre outras ONGs.
As fundações usam as ONGs para seus fins utilitaristas, da forma mais pragmática. O argumento, portanto, dos direitos reprodutivos não passa de retórica, que seduz os desinformados (entre eles, os políticos), em prejuízo de muitos, especialmente as mulheres pobres, que são as maiores vítimas dessa lógica inumana.
O Grupo Bilderberg.
Autor : Jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
Já ouviu falar? Provavelmente não, pelo seu caráter semiclandestino.
Mas poucas organizações são tão influentes quanto o Bilderberg. O nome deriva do hotel em que o grupo se reuniu pela primeira vez, em meados dos anos 1950.
Hoje, se iniciou na Inglaterra mais um encontro do Bilderberg, num hotel de campo em Watford, a 30 quilômetros de Londres.
Um grupo de 138 homens poderosos de variadas partes do mundo vai discutir assuntos como a política externa americana, o futuro da África e a guerra civil na Síria.
Não há um só brasileiro entre os participantes da edição de 2013. Jamais houve, em todos esses anos. Isso pode ser um sinal de que o Brasil ainda tem muito a caminhar para ter, realmente, influência no mundo.
Basicamente, os integrantes do Bilberberg são representantes de grandes governos e grandes corporações. As reuniões são anuais, e o local varia. Mas o conteúdo dos encontros é sempre secreto, e a agenda trata da alta política internacional.
O grupo surgiu no rastro da Guerra Fria que opôs os Estados Unidos e a falecida União Soviética, depois da capitulação alemã.
Por trás da montagem da organização, havia uma preocupação com um possível surto de antiamericanismo no mundo que colocasse em risco os interesses dos Estados Unidos, primeiro, e do Ocidente, depois.
Um dos fundadores do Bilderberg, e ainda hoje ativo na militância, é o banqueiro David Rockfeller.
Todos os candidatos à presidência dos Estados Unidos são sabatinados pelo Bilderberg. Fiquemos nos últimos. Clinton? Foi. Bush? Foi. Obama? Foi. Na última reunião de 2012 Romney compareceu.
As reuniões costumam ser em maio ou junho, primavera no hemisfério norte. Em geral, em resorts em que os participantes possam também jogar golfe. Há um núcleo central e fixo, e é ele que define os convidados, de acordo com as circunstâncias.
Margaret Thatcher, por exemplo, foi convidada num encontro em meados dos anos 1970. Era conhecida apenas localmente, mas os comandantes do Bilderberg viram nela uma política extremamente promissora.
Acertaram, gostemos ou não.
Thatcher não falou nada no primeiro dia, e isso foi notado e cobrado. Espera-se que as pessoas falem.
Avisada, Thatcher falou no segundo dia, e virou instantaneamente objeto de admiração do grupo. Logo em seguida à reunião, ela foi convidada para conversas com gente poderosa nos Estados Unidos.
O resto é história.
Há um voto de silêncio no grupo. O conteúdo discutido é secreto. Todos os convidados se comprometem a não falar com jornalistas, embora magnatas da mídia sejam frequentes nos encontros.
Conrad Black, dono de uma rede internacional de jornais, está costumeiramente presente — mas em suas publicações jamais saiu nada sobre o Bilderberg.
Nos últimos anos, ativistas conseguiram descobrir com antecedência o local dos encontros e vem fazendo protestos vistosos contra o Bilderberg.
O motivo é o propósito do grupo de influenciar a política internacional sem delegação popular de qualquer caráter — e sempre na sombra.
O Bilderberg passou a ficar sob uma exposição inédita, talvez fatal para uma organização que floresceu no segredo. Algumas pessoas prevêem o fim do grupo.
Se isso acontecer, não haverá muitas razões para chorar.
domingo, 25 de agosto de 2013
A dimensão sexual do ser humano
Por Leda Galli Fiorillo
O ser humano é um “corpo espiritualizado” ou um “espírito corporificado”. Essas duas dimensões estão de tal modo entrelaçadas que o homem se exprime justamente na sua unidade, na sua inteireza de corpo e espírito. É por isso que a sexualidade não é apenas uma questão de anatomia ou de genética.
O SER HUMANO E AS SUAS DIMENSÕES
“O corpo , se o olhas apenas , é mudo ; mas se o olhas e interrogas, é eloqüente ”.
Este pensamento – tirado já não sei de onde – exprime bem o critério metodológico com que me proponho refletir sobre o que é o ser humano . Isto é, partir do dado biológico para chegar , através do rigoroso fio condutor da lógica , ao plano ético . Isto porque a ética – quer dizer, os princípios do comportamento que mais se ajusta à natureza do ser humano – já está inscrita, de algum modo , no próprio corpo humano : basta querer lê-la.
O que é, portanto , o ser humano ? Foi definido como “corpo espiritualizado” ou “espírito corporificado”. As duas dimensões estão de tal modo entrelaçadas que o homem se exprime justamente na sua unidade , na sua inteireza de corpo e espírito . Demonstremo-lo.
Podemos imaginar o ser humano como composto de camadas concêntricas sobrepostas.
Começando pela periferia , encontramos a corporeidade, dimensão que está em contato direto com o ambiente externo , com o qual interage, e que chega a conhecer através dos sentidos externos – vista , audição , olfato , paladar e tato –, que são precisamente as “portas ” para a realidade circunstante . Nessa mesma dimensão , encontram-se também os instintos , com a finalidade de satisfazer as necessidades primordiais – comer , beber , dormir , reproduzir-se –, sem os quais os indivíduos e a espécie não poderiam subsistir .
É fácil constatar que da satisfação das necessidades deriva um tipo de gratificação que é o prazer corpóreo, útil como incentivo para o desenvolvimento das correspondentes funções .
O que dissemos até agora pode parecer perfeitamente aplicável aos animais . No entanto , já aqui se abre um abismo entre nós e eles . Pois , nos animais , os instintos estão programados em função da necessidade ; satisfeita esta, o instinto apaga-se. De fato , o animal só come se tiver fome , sé bebe se tiver sede , reproduz-se só em determinados períodos do ano , o suficiente para garantir a preservação da espécie , permanecendo absolutamente tranqüilo fora desses períodos .
O homem não . O homem é capaz de – mesmo depois de satisfeita a fome – degustar , ao final do almoço , uma fatia de doce para comemorar um acontecimento qualquer; o mesmo se passa com a bebida. No plano sexual , o ser humano está sempre fisiologicamente disponível, durante todo o ano , muito além , portanto , do que seria necessário para a manutenção da espécie . Daqui se deduz que , no homem , os instintos têm “trânsito livre ”, não estando constitutivamente programados. Veremos daqui a pouco a razão disso.
Debaixo da camada da corporeidade, encontra-se a das paixões , das emoções e dos sentidos internos , isto é, a da memória – que faz reviver o passado – e a da fantasia – que cria no imaginário , no não-vivido. É a rica e envolvente dimensão da afetividade .
A inteligência – do latim intus legere, “ler dentro ” – é a faculdade que serve para conhecer , para entender a verdade das coisas e distingui-la do erro . Do exercício dessa função deriva uma gratificação que podemos definir como satisfação intelectual .
A vontade é a faculdade operativa que permite pôr em prática aquilo que a inteligência entendeu ser justo e, portanto , bom . Pode-se dizer , portanto , que, se a inteligência tende para a verdade , a vontade tende para o bem . A gratificação que daí se tira é – num crescendo que depende das dimensões do bem – a paz do coração , a felicidade , a alegria .
Entende-se facilmente que satisfação intelectual e alegria não pertencem ao plano da corporeidade – embora se exprimam através dela, revelando a intrínseca unidade do ser humano –, mas sim ao plano do espírito . De fato , podemos ser intensamente felizes mesmo quando padecemos algumas dores físicas ; e vice-versa : podemos estar em perfeita saúde , mas ser infelizes a ponto de desejar a morte …
A esta altura , podemos dar-nos conta da razão pela qual os instintos não terem uma auto-regulação no homem tal como nos animais . Porque o homem , e só ele , tem inteligência para entender se, quando e em que medida deve satisfazer os seus impulsos –, e a vontade para agir em conseqüência , realizando o seu bem .
A SEXUALIDADE
A presença dos cromossomos XY no homem e XX na mulher é responsável pela existência , dentro deles, dos caracteres sexuais primários e secundários .
Os caracteres sexuais primários são diretamente determinados pelos genes , ou melhor , pelos cromossomos do sexo , e, portanto , estão presentes e evidentes já desde o início , nos primeiros tempos do desenvolvimento embrionário .
Os caracteres secundários , por sua vez , são induzidos pelos hormônios secretados, respectivamente , pelos aparelhos masculino e feminino ; e, como os hormônios entram em circulação só a partir da puberdade , só fazem a sua aparição nessa época. Compreendem aquela bagagem de características que contribuem para distinguir de modo especial o homem da mulher: a estatura , o timbre da voz , a constituição óssea (costas largas e quadril estreito , no homem ; costas estreitas e quadril largo na mulher ), a quantidade e a distribuição da pelugem, o desenvolvimento maior ou menor das glândulas mamárias, a quantidade e a distribuição da gordura subcutânea , da qual deriva a silhueta , mais linear no homem , mais curvilínea na mulher . Mas , como no ser humano corpo e psique são um todo unitário , existem também alguns caracteres sexuais secundários psíquicos que completam a dimensão pessoal da sexualidade .
Sem querer catalogar ninguém de maneira rígida , é, no entanto , bem evidente que há características mais propriamente masculinas e outras mais femininas. Por exemplo , o homem é mais realista e imediato , vai ao essencial (linear !…), é mais empreendedor e toma mais a iniciativa , o que o leva a “ir em direção a” (também fisicamente, na relação sexual ); vive melhor a fortaleza como afirmação do positivo e tem um tipo de inteligência mais racional , no sentido de que , se vê um problema , dá pequenos passos lógicos , em rigorosa sucessão , na direção do problema , até que chega à solução .
A mulher , por sua vez , é mais sensível e imaginosa (curvilínea !…), atenta ao detalhe , mais paciente , feita para o “acolhimento ” (também fisicamente…); vive melhor a fortaleza como resistência ao negativo e tem um tipo de inteligência predominantemente intuitivo, no sentido que , com uma visão de conjunto , abarca o problema e chega rapidamente à solução , talvez sem a mínima idéia sobre como chegou até ali .
De fato , salta aos olhos que os dois sexos são complementares , tanto no plano físico como no psicológico : cada um dos dois tem e é o que o outro não tem e não é. Nasce, assim , um impulso recíproco irresistível de ir um ao encontro do outro . Mesmo sendo cada um deles um indivíduo completo , no sentido de que poderia muito bem viver só , é até por demais evidente que , postos juntos , formam uma unidade de ordem superior , o casal , completando-se um ao outro .
Agora, pois, podemos finalmente responder à pergunta que formulávamos no início : o que mudaria se o ser humano não fosse sexuado ? Cada um estaria fechado em si mesmo , isolado na sua total auto-suficiência, e viria a faltar , portanto , o impulso poderoso ao “relacionamento”.
Descobrimos, assim , que a sexualidade , além da dimensão individual , tem também uma outra dimensão : a conjugal.
O PUDOR
Na cultura de hoje , parece algo ultrapassado, fora de moda …; basta-nos olhar ao nosso redor ! O homem parece ter-se libertado de certos “tabus ”, aceitáveis , no melhor dos casos , para as nossas avós… Vamos ver se isto é verdade.
Suponhamos que possuímos no nosso apartamento muitos objetos preciosos de grande valor . Deixaríamos o nosso apartamento desprotegido, de portas e janelas abertas, à mercê de estranhos , de modo que qualquer um que passasse levasse consigo uma parte dos nossos bens ? Claro que não ! Não só fecharíamos as portas e as janelas , como as dotaríamos de fechaduras e de alarmes . E seríamos nós que decidiríamos livremente que parte das nossas riquezas doadas e, em qualquer caso , só a quem considerássemos digno de recebê-las.
Poder-se-á objetar , neste ponto , que existem culturas em que – talvez justamente devido a fatores ambientais, como a alta temperatura – o sentido do pudor parece não estar muito presente , por exemplo em certas tribos africanas. Errado!
Há tribos em que os indivíduos , embora vivam nus ou quase , manifestam o seu pudor ruborizando-se violentamente e fugindo de ser tocados; e outras em que , se uma mulher é surpreendida nua por quem não tem esse direito , reage imediatamente cobrindo o rosto com as mãos . Sim , porque , se pensarmos bem , todos os corpos se assemelham, mas a parte absolutamente individual e irrepetível, através da qual se pode, portanto , ser reconhecido, é o rosto – e mais ainda os olhos –, que é o que melhor exprime a originalidade do ser de cada um .
Podemos agora abordar o tema conjugal.
Do que acaba de ser exposto acerca da complementaridade dos dois sexos , derivam algumas conseqüências lógicas .
O que muda com o tempo são as tarefas que o homem e a mulher são chamados a desempenhar nas diversas épocas históricas e nas diferentes sociedades, isto é, para dizê-lo de modo simples : muda a questão de determinar quem vai às compras ou acompanha as crianças à escola , quem cuida das contas a pagar ou das relações com o médico etc., aspectos todos que dependendo, esses sim , de fatores culturais, econômicos , sociológicos, ambientais, profissionais , organizativos ou , simplesmente , de conveniência individual e familiar , e também das aptidões pessoais .
A outra conseqüência está na absoluta paridade de dignidade do ser masculino e feminino , enquanto depositários , um e outro, de atributos , qualidades e prerrogativas de igual valor e, de qualquer modo, indispensáveis ao complemento do outro sexo . Mas atenção : paridade não significa igualdade . O valor e a dignidade são iguais , não os sexos , que – vale a pena insistir ainda uma vez – são diversos e complementares .
Então, que dizer de séculos , ou melhor , de milênios de machismo – no mundo ocidental , pelo menos – que mantiveram a mulher em estado de sujeição? Um abuso . E que dizer de décadas de feminismo, não desse feminismo justo e sadio que ajudou a mulher a recuperar a consciência da sua dignidade , trazendo-a de volta ao mesmo nível do homem , mas , sim , daquele feminismo que tem pretendido substituir o homem , subjugando-o? Outro abuso . Os dois sexos não são antagônicos , nem autorizam – não teria sentido – a competição entre eles . E nem mesmo é de pensar que, para realizar em plenitude o próprio sexo, seja necessário imitar o outro . Pelo contrário , podem ser de válida e preciosa ajuda um ao outro , na medida em que cada um continuar a ser ele próprio .
E assim se chega à praia serena da colaboração , onde cada qual, cônscio das suas prerrogativas insubstituíveis , olha o outro com gratidão e profundo respeito , reconhecendo-o depositário de riquezas diversas, mas paritárias às próprias.
Fonte: Genitori.it
Tradução: Frederico Bonaldo
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